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terça-feira, 15 de setembro de 2015

[Opinião +D] Os nossos “galos”…

O que é ganhar ou perder um debate?! Mais uma vez, mais do mesmo... Quando é que a "nossa" política vai deixar de ser vista como uma "luta de galos" e nós, todos portugueses, como "apostadores" nessas lutas?!
Enquanto na passada quarta-feira via e ouvia o debate com os nossos dois mais mediáticos políticos de carreira, fui equacionando o que iria escrever logo, logo de seguida e cheio de pica...
Mas népias, não o fiz. Reservei as notas que fui tomando para apreciações, mais do que políticas em si mesmas, sobre o nosso comportamento como gente (ativo e passivo), sobre o que nos continuam a conseguir ludibriar porque nós deixamos e parece que gostamos, sobre o meu conhecimento, por vivência direta, sobre quem achamos que é sempre muito mais capaz do que a maioria de nós e que depois vemos que só têm é muito mais capacidade ou prática para nos convencer de que estão muito certos, que se não percebemos muitas vezes o que dizem ou querem dizer, não é por não estarmos ao nível deles...
E a seguir também me apetecia desancar nos comentadores, muitas vezes de meia tigela (agora até o Miguel Relvas volta nessa faceta...), que lá vêm falar sobre o que inventam que cada um disse e quis dizer para se mostrarem também e cultivarem o seu ego...
Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.  


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

[Opinião +D] O futuro a nós pertence!…

Considero, e não sou único nem original nisso, que o mais provável é que não tenhamos nenhuma maioria absoluta e que o entendimento após as eleições do próximo dia 4 não seja estável. Disso resultará como provável virmos a ter novas eleições legislativas em 2016 ou no máximo em 2017.
A coisa vai por agora disputar-se entre um PSD, que foi a nossa desgraça nos últimos 4 anos, e um PS, com um líder que tem sido um flop. Dois mais do mesmo. Ainda vamos reparar pouco nos pequenos partidos que por aí vão aparecendo e reaparecendo. PDR; Nós, Cidadãos; AGIR/PTP; PURP e sei lá mais quantos, só nos poderiam prestar um serviço autêntico se se entendessem, primeiro no seu interior e depois uns com os outros.   
Essa previsível repetição de eleições dentro de um ano ou dois será a nossa verdadeira, e sou levado a pensar que última, possibilidade de escolha. Se aí continuarmos a não ter opções e alternativas credíveis, reais, concretas e fiáveis, se não as soubermos criar, dentro ou fora dos partidos, se não encontrarmos gente diferente, capaz, não corrupta, que nos queira governar, se continuarmos a não saber fazer escolhas e não deixarmos de votar clubisticamente, mais vale então desistirmos de Portugal como país…



Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 28 de abril de 2015

[Opinião +D] (Ainda) merecemos Abril?!...

"Não se preocupem com o local onde sepultar o meu corpo. Preocupem-se é com aqueles que querem sepultar o que ajudei a construir", disse Salgueiro Maia…
E algumas dezenas de anos depois, no mínimo,  temos de perguntar: E não está já sepultado e até mesmo bem calcado lá para os confins tudo o que esse Homem ajudou a construir?!
Custa-me que continuemos a comemorar o 25 de Abril (e eu faço-o e estou aqui a fazê-lo também talvez numa manifestação de pouca coerência) aproveitando o dia e a ocasião para, aparentemente com oportunidade, dizermos que temos de defender os valores de Abril, que muito temos de mudar, que Abril não foi cumprido, e que continuemos a pactuar com aqueles que são os grandes responsáveis por o espírito, a essência e o que se pretendeu com esta revolução tenham sido completamente modificados, deturpados e adulterados.
E todos somos responsáveis porquê?! Porque “tão ladrão é o que rouba como o que deixa roubar”. E nós, todos nós portugueses, deixamos alegremente que nos roubem sem nada fazermos para o evitar. E pior, vamos (quase) todos logo a seguir, nas próximas eleições em que disso tenhamos possibilidade, votar nos mesmos, no mesmo de sempre…
Ok, podem dizer-me que as alternativas são poucas, que não são credíveis, que as poucos que o são não se unem e dispersam-se por capelinhas… Pois é, e para isso não tenho argumentos, porque acho que quem o disser está certo …
E entretanto, vamos deixando, mesmo aqueles que tiveram a enorme coragem e esperança quase utópica de conseguir mudar há 41 anos atrás, que os tais mesmos de sempre continuem acomodados e a tramar-nos a vida.
Talvez o mereçamos…

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 14 de abril de 2015

[Opinião +D] Quem mais quer ser candidato?!…

Desculpem lá, mas deixem-me voltar ao tema das presidenciais…
Só por hoje, para a semana já não volto a fazê-lo (uma decisão quase tão irrevogável como a do nosso “amigo” Portas…)…
É que a confusão vai grande… Eu cá por mim já não sei quem é e quem não é candidato, quem o quer ser e quem não o quer, quem uns querem que seja e quem se julga que outros o querem.
Desde que Henrique Neto teve a coragem de ser o primeiro a assumir-se como tal, sem dúvidas, outros que estavam cheios de vontade de também o fazer, perderam a vergonha e avançaram. Ou será que terão é tido medo de perder o comboio e depois entretanto já não fazer grande sentido tentar a sorte de vir a ocupar o palácio cor-de-rosa?! Não sei…
E temos Nóvoa a julgar que vai ser apoiado pelo PS enquanto gente do topo da hierarquia do partido quer ocupar essa posição… Para já não falar de mais 20 ou 30 presidenciáveis dentro do PS…
E temos Carvalho da Silva quase certo…
E temos Paulo Morais que finalmente se decidiu por alguma coisa…
E temos os eternos Defensor de Moura, Orlando Cruz e agora Paulo Freitas do Amaral que talvez beneficie e em simultâneo se prejudique com a familiaridade com aquele a que este apelido nos leva.
E virá ainda Marinho Pinto?!... 
Para já não falar de Marcelo ou Rio ou Santana…
Cá vamos estamos para ir vendo…

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 7 de abril de 2015

[Opinião +D] Agarrem-me senão candidato-me!…

No passado sábado assistimos a um fenómeno curioso e creio que inédito!
A apresentação pública da possibilidade de alguém se vir a apresentar como candidato, neste caso presidencial, mas sem ainda ter a certeza de o ir ou não ser. Feita pelo próprio!
Confuso?! Sim, é mesmo!
Testar apoios?! Pedido encapotado desses mesmos apoios?! Sei eu lá…
Mas lá que isto distorce ainda mais o nosso sistema político e eleitoral já de si bem torcidinho, disso não há dúvidas…
A candidatura à Presidência da República não deve ser unipessoal e minimamente independente?! Mesmo que venha a ter apoio(s) partidário(s), faz sentido que essa seja a condição para surgir?!
Ai, é verdade, já ia terminar sem referir o nome de a quem me refiro e o potencial partido a cujo apoio esse proto-candidato se estará a candidatar… Mas não vale a pena, pois não?! Já perceberam tudo, não já?

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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quinta-feira, 26 de março de 2015

[Opinião +D] Estará para breve?!…

Esta semana estive pelo menos em dois momentos que julgo serem (ou que virão a ser) de relevância política e nacional.
O primeiro foi no domingo e foi a apresentação do AG!R. Um novo partido, a continuação de um já existente ou a possível renovação desse mesmo desgastado partido?! Mais uma peça da engrenagem ou algo de diferente? A ver vamos…
O outro momento foi a apresentação da candidatura presidencial de Henrique Neto. A primeira em concreto para as eleições de 2016. Faz sentido ou não faz?! Divide ou congrega?! A ver vamos também…
Em ambas as situações tento fazer a avaliação mais isenta que consigo. É que nos dois casos estão em presença “protagonistas” meus amigos…
Mas o que eu gostava mesmo que conseguíssemos, o que me parece que deve ser o caminho a trilhar, é tentar aliar, é fazer por agregar e virar para o mesmo lado as diferentes iniciativas que têm propósitos minimamente puros e com o principal objetivo de viabilizar este pequeno retângulo no ocidente da europa… Estará para breve?!


Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 17 de março de 2015

[Opinião +D] O Congresso da Cidadania e o nosso futuro…

A Associação 25 de Abril organizou o Congresso da Cidadania que teve lugar na Gulbenkian, em Lisboa, nos passados dias 13 e 14.
O balanço foi muitíssimo positivo e a Associação em geral e o Coronel Vasco Lourenço em particular, estão de parabéns pois prestaram ao país um ótimo serviço cívico e de cidadania
Extremamente positiva e aberta a decisão da organização de (com poucas exceções) atribuir o mesmo tempo de intervenção quer aos mais conhecidos, quer aos que passam bem mais despercebidos nestas lides da cidadania! Não é costume e há que o assinalar.
Pena que os debates abertos tenham sido praticamente inexistentes (exceção para um pequeno período na 6ª-f. ao fim do dia quando já estava pouca gente e muito poucos dos oradores do dia) e que o final do dia de sábado (apesar de também com muito boas intervenções) tenha sido demasiado “politizado” com a tentativa de alguns de fazer pré-lançamentos e testar apoios a candidatura(s) presidencial(ais)…
Mas o que realmente importa é que ali se confirmou que há muito quem sinta que se tem de fazer algo pela nossa sociedade podre, quem analise os motivos de estarmos como estamos, mas muito pouco quem apresente soluções concretas de resolução ou que diga em que quer e pode contribuir para a mudança.
E o caminho é só um. A união, a junção de esforços, o aceitar trabalhar em grupo, em conjunto, deixando cair as “capelinhas”… E isso é tão difícil… mas tão essencial…
Mas ficou a esperança de que desta vez algo vai ser feito nesse sentido! Vasco Lourenço deixou no ar a necessidade de um Movimento Nacional de Afirmação Cidadã. Que assim seja!


Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 10 de março de 2015

[Opinião +D] Ai, Cavaco, Cavaquinho…

Falta de jeito, Alzheimer ou premeditação e intenção?!
O que traduzirão efetivamente as sucessivas e desastradas (ou desastrosas?!) declarações de Cavaco Silva?…
É verdade, podem dizer que ele não é o único. Realmente não o é. Não é nem de perto o nosso único responsável político a fazer intervenções desbroncadas e impensadas. Mas é o único presidente da República que temos… E isso dá-lhe (ou devia dar-lhe…) alguma responsabilidade. Mas a história o julgará.
Já perceberam que o motivo próximo deste texto são as recentes declarações do nosso mais alto responsável da nação relativamente às anunciadas dívidas de Passos Coelho, seu correligionário.
Mas haja esperança em que 2016 nos trará um Presidente melhor! Que Deus nos ajude nisso… Ou seremos é todos nós que nos temos de ajudar sabendo escolher melhor?!
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Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 3 de março de 2015

[Opinião +D] A Passos passou-lhe...

Está bem. Compreendo até que esta questão da dívida já antiga de Pedro Passos Coelho à Segurança Social, tenha vindo parar à opinião pública nesta altura (também) com o propósito de esquecermos um pouquinho mais a gaffe de António Costa quando foi dizer para uma plateia e em evento público que Portugal estava melhor desde que o atual Governo se encontra em funções (são palavras minhas e não dele, mas refletem bem o transmitido pelo líder do PS).
Para os mais desatentos ao que pela comunicação social vai circulando, conto que Passos Coelho devia à Segurança Social, alegadamente sem disso ter consciência, um valor que consoante as versões se situa entre cerca de 3 000 € e cerca de 5 000 €, provenientes de descontos não feitos entre 1999 e 2004, valor que, talvez só parcialmente, pagou agora apressadamente.
Mas não é por aqui que quero ir. Isso já foi dito e redito, comentado e recomentado. Até dou de barato (com alguma dificuldade, é bem certo…) que tenha havido um real desconhecimento de que os descontos eram devidos.
O que não posso (nem eu nem nenhum português) é compreender, e muito menos aceitar, que se qualquer um de nós, simples mortais, deixar de pagar uns eurozitos ao Estado, vemos logo bem rapidinho os nossos bens e salário penhorados e que para “outros” mortais (que talvez o sejam menos…) seja necessária a ajuda da comunicação social para se dar com estas “pequenas” falhas…
E sabem até quando é que tudo continuará a ser assim?! Até nós deixarmos!…  
Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

[Opinião +D] Passa de ano para não gastarmos!...

O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), David Justino, ex-ministro da educação PSD, diz que as elevadas taxas de retenção de alunos são “o problema mais grave do sistema educativo”. (Explicando: retenção era o que ser costumava chamar chumbo!...)
Segundo o mesmo David Justino, a coisa envolve cerca de 150 mil alunos do ensino público e privado, básico e secundário, com um custo de cerca de 600 milhões de euros, dado que se admite que cada aluno custa ao Estado cerca de 4 000 euros por ano.
Mais uma vez vai certamente haver a tendência para fazer reduzir as pessoas (neste caso os jovens) a números. E a “necessidade” de poupar, a falta de verbas, servirá na perfeição mais uma vez também de desculpa. Este estudo e estas afirmações vão ser alibi para o facilitismo. Consequências? Mais e mais degradação do nosso sistema de ensino e má formação dos nossos jovens que deverão ser já amanhã o futuro deste país…
Continuemos a pensar assim que vamos longe…

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

[Opinião +D] Se te arrependeres estás perdoado!...

É um passo em frente. Não há como negar.
Falo das alterações ao Código Penal que serão votadas dia 18 na Assembleia da República e que prevêem penas mais pesadas para a corrupção.
E estas propostas são subscritas por todos os partidos com assento parlamentar, o que também não deixa de ser facto bem positivo!
Só é pena que os acusados dessa tal corrupção que grassa por aí aos montes por este Portugal, possam deixar de ir parar à cadeia se mostrarem arrependimento e devolveram os bens e/ou o dinheiro que do ato tenham advindo. Não é uma coisa lá muito bonita, pois não?!

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

[Opinião +D] Onde estás bom senso?!...

A defesa e a preservação do meio ambiente são essenciais no nosso mundo de hoje. Cada vez mais essa batalha é essencial, sempre o defendi e continuo a defender.
Mas há também outra coisa que se chama bom senso… E outra ainda que se chama sensibilidade social…
Vem esta conversa toda a propósito da decisão da Câmara Municipal de Lisboa, e em particular de alguém que é seu Presidente e que aspira a ser 1º Ministro de Portugal, de proibir a circulação de veículos anteriores ao ano 2000 em zonas mais movimentadas e centrais.
Percebe-se a intenção, noutros tempos certamente meritória, mas, numa altura como a que atravessamos, de dificuldades enormes e dramáticas para muitos, vamos discriminar quem não tem a mínima possibilidade de comprar um carro melhor ou pelo menos mais novo?!
Com governantes como os que temos e com potenciais governantes assim, o que mais nos faltará?!...
Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

[Opinião +D] Temer ou não temer, eis a questão!

Merkel e Hitler têm muito mais em comum do que provirem da Alemanha!
Claro que é muito mais fácil aos gregos fazerem frente à Alemanha de Merkel do que seria para os judeus enfrentarem a Alemanha de Hitler. Porque ainda é verdade o que dizia Churchill: “A democracia é o pior sistema político, tirando todos os outros”…
Mas a essência é a mesma: a arrogância e a prepotência só têm real efeito quando aqueles a quem são dirigidas as temem!
A Grécia está a explicar à Sra. Merkel que ela não faz o que quer da Europa e a ensinar-nos a todos nós que a passividade e a aceitação não podem ser o caminho. Nós, portugueses, trememos só de ver esta senhora… Cada um é como cada qual…
Mas, não esqueçamos que as formigas, se forem muitas e UNIDAS, vencem facilmente um elefante!

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)


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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

[Opinião +D] Syriza ou não Syriza?!…

Hoje não podia deixar de aqui falar do Syriza! Não para ser mais um entre tantos a sobre o assunto opinar, mas tão-só para fazer alguma reflexão.
Ainda há não muito tempo, ninguém pensaria em que este partido de esquerda (então mais) radical teria relevância eleitoral quanto mais prever que estaria agora a ganhar eleições (quase quase com maioria absoluta) e a ser Governo.
É a reação de um povo que não se conforma com tudo o que um bando de “iluminados”, desconhecedor da sua realidade e que só olha para números (e que nem mesmo isso sabe fazer bem…), lhes quer impor.
Num tempo recorde de menos do que um dia, acordam uma coligação e formam Governo. E Tsipras não esteve cá com pruridos nem com complacências partidárias: coligou-se com quem lhe pareceu possível e melhor, mesmo tratando-se de um partido de direita.
Uma chapada sem mão naqueles que continuam a pôr acima de tudo as suas já sem sentido "ideologias" de esquerda-direita...
São bons exemplos que nos vêm dos gregos!
Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

[Opinião +D] Cobrança coerciva ou agiotagem?

Foi divulgado na semana passada que a cobrança coerciva feita pelas Finanças atingiu em 2014 os 1.148 milhões de euros. Mais 48 milhões do que o previsto.
Diz o Ministério das Finanças que "Este resultado demonstra a crescente eficácia na cobrança coerciva de dívidas fiscais e no combate ao incumprimento e à fraude fiscal, fruto da modernização e das reformas operadas nos últimos quatro anos na administração fiscal portuguesa".
Será?! Ou será também em muito o resultado de um comportamento por parte da Autoridade Tributária perfeitamente próprio dos agiotas, que tudo fazem para que as pessoas ponham o pagamento de impostos, juros e coimas, quase sempre de valores perfeitamente inaceitáveis, à frente até da alimentação dos próprios filhos?!
Só que as Finanças estão em plena vantagem sobre qualquer usurário! É que têm a faca e o queijo na mão para agir! Até a casa onde os contribuintes faltosos vivem podem ir buscar e vão mesmo a uma média de 10 por dia!

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

[Opinião +D] Contra o arquivamento do processo dos submarinos.! …

Na passada 6ª-feira, dia 9, participei numa concentração à porta da Procuradoria Geral da República contra o arquivamento do processo dos submarinos.
Uma iniciativa cidadã dos nossos grandes amigos Fernando Faria e Rui Martins, coroada de êxito por suportada num Carta Aberta assinada online agora já por cerca de 8 800 pessoas e que na altura foi ali oficialmente entregue!
É obra e não é comum!
Quer isto dizer, para além de ser resultado dum grande trabalho de divulgação dos seus mentores e de muitas outras pessoas que nesse trabalho ajudaram, que os portugueses, quando se sentem lesados e injustiçados, tomam posição!
Pena é que ainda seja muito só sentados na sua secretária em frente ao computador! Mas, tudo a seu tempo… Chegaremos certamente em breve ao tempo em que estas grandes “manifestações” de gente serão também presenciais e frequentes!

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

[Opinião +D] Corrupção definiu 2014! …

Os portugueses votaram e elegeram "Corrupção" como a palavra do ano que agora acabou!
Foi uma votação realizada pelo Grupo Porto Editora e em que participaram 22 000 portugueses e em que esta palavra valeu 25%...
Já a terceira palavra eleita foi "selfie", o ato de tirar uma fotografia a si próprio.
Duas palavras bem diferentes que obviamente revelam as também diferentes posturas e preocupações que cada um dos nossos nacionais vai tendo na vida… É normal, e talvez que ainda bem que ainda há quem possa considerar como bem importante na vida uma simples “selfie”.
Mas o que mais me interessa é que a primeira eleita, a tal ultimamente tão badalada corrupção, é um franco indicador de que estamos mais e mais conscientes e atentos ao que se passa à nossa volta! Pelo menos em geral…
Que isso seja só um princípio …
Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)


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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

[Opinião +D] Os submarinos afinal não meteram água! …

O Ministério Público decidiu arquivar o processo dos submarinos!
Não, não estou a pregar-lhes uma peta porque hoje não é dia 1 de abril! Mas lá que parece, isso parece…
Assim, já não vai haver julgamento nem acusações! Que alívio… para alguns…
E sabem porquê?! Por falta de provas!!... É que não terá havido intenção clara de beneficiar o consórcio alemão fabricante dos submarinos… E ainda que tivesse havido corrupção, prevaricação ou outro ato criminal relacionado com a assinatura do contrato de aquisição dos submersíveis, esse facto já estaria prescrito desde Junho de 2014. São estas as justificações…
Mas não riam tanto, está bem? É que Paulo Portas e os amigos ainda podem ficar ofendidos convosco e pôr-lhes um processo por desrespeito ou por outra coisa qualquer que a lei possa prever!
Como dizia Orwell n’ “O Triunfo dos Porcos”: os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais do que outros!

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

[Opinião +D] Intencional ou talvez não…

Hoje, dia 9, estive no 3º debate público “Ter Estado” que desta vez se realizou em Santarém, o que é sem dúvida um motivo de regozijo para todos os escalabitanos de nascença ou vivência. Santarém está cada vez mais no “mapa” e nisso a nossa Câmara Municipal, e em particular o seu Presidente, estão também de parabéns.
O mote era “Para que servem os nossos impostos?” e o tema foi “Fiscalidade e Financiamento do Estado” e contou com a presença já anunciada do Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, teve como oradores António Carrapatoso, António Lobo Xavier, Eduardo Paz Ferreira e Francisco Louçã e como moderador Manuel Queiroz.
Foi dito logo de início e com total clareza pelo Major-General Vítor Viana, Diretor do Instituto da Defesa Nacional que organizava o evento, que iríamos assistir a um debate aberto e plural em que a participação dos presentes iria ser essencial, o que lhes digo, me agradou de sobremaneira e foi talvez o principal motivo que me fez ficar por ali cerca de 2 horas e meia. Na realidade, até foram distribuídos uns papelinhos à entrada onde, quem assim o entendesse, deveria escrever as suas perguntas, o que fiz escrupulosamente, tal como outros assistentes, ao fim de cerca de duas horas ocupadas pelos oradores convidados.
Finalmente foi anunciado pelo moderador que tinha chegado o momento da intervenção do público, o que eu aguardava com alguma ansiedade, mesmo que fosse de forma escrita, também porque a minha pergunta era de alguma forma embaraçosa na situação.
E o que aconteceu?! O Sr. Ministro pediu de imediato a palavra para pôr uma questão (não escrita, mas verbal), que lhes digo que nem sei bem qual foi, que teve pronta e muito politicamente correta resposta dos oradores, após o que o moderador declarou encerrada a sessão que considerou ter sido extremamente interessante e profícua…
Ora “toma lá que é democrático”, como diria Camilo de Oliveira!

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

[Opinião +D] Há que aplaudir...

Ontem, dia 2, estive presente, em representação da nossa associação “Mais Democracia”, numa Conferência de Presidentes de Comissões Parlamentares da Assembleia da República com a presença da Presidente da respetiva Presidente, Assunção Esteves que teve lugar em Santarém
O tema foi “Agricultura e Desenvolvimento Rural”.
Foi, ao que creio, a segunda Conferência do género que teve lugar fora de S. Bento. A primeira foi em Setúbal. 
Esta é, sem dúvida, uma interessantíssima iniciativa do Parlamento que se espera que se repita noutros locais do país e sobre outros temas.
E é uma iniciativa importante não só por ser fora do local habitual e mais junto do país real para cada tema, mas também porque para além dos discursos formais e de circunstância da praxe por parte dos organizadores e anfitriões, nela têm participação ativa aqueles que melhor conhecem os assuntos. No caso, a Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP), a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Confederação Nacional das Cooperativas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri) e as associações de desenvolvimento rural do Ribatejo APRODER e ADIRN, que tiveram ocasião, e muito bem a aproveitaram, de expor as suas críticas ao que têm sido as decisões europeias e nacionais neste campo.
Espera-se agora que essas críticas e propostas concretas não caiam em saco roto e que este não tenha sido mais um evento “para inglês ver”!
Pena é só que este género de ações não seja mais publicitado e que as conclusões possíveis não sejam mais divulgadas.

Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

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