domingo, 1 de março de 2015

[Opinião +D] O síndrome da memória seletiva!

Esta semana realizou-se uma audição na comissão parlamentar de inquérito ao colapso do BES, onde Zeinal Bava foi interrogado pelos deputados. Nessa audição destacou-se a deputada Mariana Mortágua do Bloco de Esquerda pelo cerco que moveu ao ex-presidente executivo da PT. À generalidade das perguntas, ele foi respondendo “não tenho memória”, “não sabia, não tinha que saber”, “tenho dificuldade em dar-lhe esses números” e “não tenho responsabilidade” sempre para fugir a qualquer culpa. Perante este comportamento, a dada altura a deputada Mariana Mortágua acusa de amadorismo um CEO que ganhou vários prémios de melhor CEO do ano e CEO da Europa. 


Mariana Mortágua esteve muito bem no seu comentário, apesar de sabermos que de amador ele não tem nada. Zeinal Bava tem características que fizeram com que a sua carreira de gestor atingisse um raro nível de reconhecimento internacional. Não é um medíocre que entrou na PT à boleia de um apelido sonante, por tráfico de influências, troca de favores ou proximidade partidária. Zeinal Bava não precisou desses expedientes para atingir lugares de destaque na PT. 


Perante estes factos, está provado que ele foi mais um que se apresentou perante uma comissão parlamentar a representar um papel de “pateta” e com uma certa memória seletiva. Este papel tem como única finalidade fugir às responsabilidades e tentar que nada fique provado. 
Mais uma vez se verificou que estas comissões parlamentares de inquérito não conseguem fazer falar os (ir)responsáveis por negócios pouco claros e danosos para o país. 


Têm que ser criados mecanismos para se apurar os factos sem estar sujeito a ver essas figuras “patéticas” e “sem memória”. 


Carlos Assunção (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina. 


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