terça-feira, 27 de agosto de 2013

[Opinião +D] Da boa e má imprensa

Há políticos com “sorte”, chamemos-lhe assim. Independentemente do que façam, têm sempre uma imprensa benevolente. Pronta a elogiar ou, quando o elogio soa demasiado falso, a ignorar as “gaffes”. Durante anos, passou-se isso com o Bloco de Esquerda, de tal forma que se pode mesmo dizer que o BE foi, sobretudo, uma construção mediática. Até ao ponto da sua vacuidade ideológica se ter tornado demasiado indisfarçável. Mesmo para a sua aguerrida claque jornalística.


Com certas figuras políticas, passa-se o mesmo. António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, é o caso mais evidente. Há uns meses, conseguiu criar o caos no centro da cidade com uma remodelação do trânsito no Marquês de Pombal pessimamente programada. Há uns dias, com o país a arder, requisitou umas centenas de bombeiros para um “simulacro de incêndio”, como se os bombeiros que temos fossem suficiente para combater os incêndios reais. Num e noutro caso, sem crítica audível. De facto, há gente com “sorte”, chamemos-lhe assim.







Renato Epifânio (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

[Opinião +D] Igualdade mas nem por isso

Vi ontem esta publicação do Público, on-line http://www.publico.pt/autarquicas2013. Está graficamente bem conseguida e muito bem elaborada, apresentando todos os candidatos, por concelhos, às Autárquicas 2013. Até aqui tudo muito bem. Contudo, quando passamos a uma análise mais detalhada da informação verificamos que afinal a igualdade nos elementos fornecidos não é assim tão rigorosa. É que se para os candidatos dos partidos se apresenta a fotografia, o nome e uma breve apresentação biográfica, o mesmo não acontece com os candidatos independentes. Quanto a estes, apenas os independentes que já estiveram ligados aos “maiores” partidos (PSD, PS) tem direito ao mesmo tipo de texto.

Na minha opinião, o artigo do Público que inicialmente até me tinha agradado perdeu, por isto, todo o seu valor. Dir-me-ão que os independentes em causa não são muito conhecidos e que talvez por isso não seja jornalisticamente tão relevante a apresentação dos mesmos. Ora bem, o jornalismo implica trabalho de investigação, novidade e isenção.

No caso da investigação, bastaria um simples contacto com as sedes de candidatura ou, tão somente, uma simples pesquisa na internet ou no facebook. Outra questão que se levanta é a da novidade. A este nível não seria verdadeiramente mais rico um trabalho jornalístico contendo elementos informativos acerca de todos os candidatos? É que assim, sim, traria novidade e não seria apenas uma apresentação de “mais do mesmo”. Por fim, a que para mim é também a questão mais importante, a questão da isenção jornalística. Esta seria muito mais real e efectiva se todos os candidatos fossem apresentados da mesma maneira.

Além disso, os candidatos dos partidos, na sua maioria, já são conhecidos. Alguns até dispensam apresentações, pois já são sobejamente conhecidos dos portugueses. Por isso, acho que este trabalho ficaria muito mais completo se apresentasse realmente todos os candidatos e não fosse apenas mais um cartão de visita e propaganda fácil da partidocracia vigente.

É pena pois penso que é o próprio jornalismo que perde com isto. Os leitores que, neste caso, serão também os votantes, estão fartos do que já conhecem. Estão cansados de ver as mesmas caras e ouvir as mesmas promessas é urgente que surjam alternativas e os meios de comunicação social, terão de rever a sua forma de fazer jornalismo e saber acompanhar as exigências da sociedade portuguesa.



Margarida Ladeira (Membro da Coordenação Nacional +D)
Este comentário é da exclusiva responsabilidade da sua autora

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

[Opinião +D] São todos bons rapazes?!...

Li hoje um artigo que dá como certo e de acordo com estudos de 2 especialistas que os eleitores vêem as obras de última hora feitas em tempo de campanha ou de pré-campanha eleitoral pelas autarquias cujos presidentes se vão recandidatar como uma coisa normal, até mesmo natural.

É que o investimento em infra-estruturas será a principal preocupação dos munícipes e por isso ninguém levará a mal estas medidas mesmo que percebam que elas têm propósitos unicamente eleitoralistas.

Vá lá que isto se verifica só se se tratar de pequenas obras, porque se forem grandes o pessoal já não acha graça, já lhe parece um pouquinho mal…
Continua a ser este o país que temos?! Continua a ser esta a nossa forma de pensar?! Creio e espero que as coisas já não sejam tanto assim. Que neste como noutros aspectos, estamos a caminhar bem e que estamos a tomar mais e mais consciência de que as coisas têm que mudar e que o mundo do “faz de conta” tem de dar lugar ao mundo da verdade e da transparência.

Mas a ver vamos quando chegar a hora de irmos às urnas… E vai ser já no dia 29 de Setembro.







Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

[Opinião +D] Os “salta-pocinhas”

Segundo as últimas sondagens, a mais recente crise política afectou sobretudo o CDS-PP e, em particular, o seu líder, Paulo Portas. Não sabemos se essa queda nas sondagens será “irrevogável”, mas, decerto, é essa a palavra-chave para explicar o fenómeno. O que é, apesar de tudo, um bom sinal. A população é, em geral, cada vez mais cínica em relação aos políticos – “são todos mais ou menos iguais”, considera –, mas, ainda assim, há linhas vermelhas.

Mário Soares, a este respeito, tudo disse, quando chamou a Portas “salta-pocinhas”. Só é pena que Soares não tenha a menor autoridade para o dizer – ainda nos lembramos que chegou a jurar abandonar irrevogavelmente a vida política activa, acabando depois por se recandidatar às eleições presidenciais, onde obteve o resultado humilhante que se sabe.

Seja como for, precisamos, de facto, de uma nova classe política – não mais calculista, que apenas siga o princípio, igualmente cínico, de que “em política, nunca digas nunca”. Isso não seria, de todo, suficiente. Ao contrário, precisamos de políticos que tenham a coragem de se comprometer com determinados princípios mas que, depois, honrem esses compromissos. Aí sim, irrevogavelmente. E sem invocaram em vão “a Pátria” para procurarem justificar as suas cambalhotas…

 





Renato Epifânio (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

[Opinião +D] Os partidos políticos no nosso País foram e são os agentes que levaram um povo à falência

Os partidos políticos no nosso País foram e são os agentes que levaram um povo à falência, devem, por isso ser chamados à responsabilidade, os tribunais estão envolvidos por interesses ocultos à estagnação da justiça, basta analisar o SLN/BPN, em que o Presidente da República e figuras de responsabilidades políticas não escaparam no seu envolvimento.

O sentido de patriotismo só pode existir quando ninguém se sente roubado, os direitos sociais a extinguirem-se, o sentido de Estado degrada-se todos os dias, os corruptos, ladrões oportunistas estão colocados nas grandes empresas com ordenados ofensivos, a fome instala-se no País, a segurança das pessoas e bens estão em perigo permanente.

Estas são as condições que colocam as FORÇAS ARMADAS na missão que juraram sobre a sua honra defender, a soberania de Portugal nunca esteve tanto em causa como a situação que nos encontramos governados por incompetentes, garotos carregados de birras. Ou as FORÇAS ARMADAS TOMAM O PODER, promovendo eleições obrigatórias com a apresentação de movimentos da cidadania, excluindo todos os que tiveram de forma directa ou indirecta responsabilidade em acções governamentais que nos trouxeram até aqui, ou o povo chegando ao limite da sua tolerância condenara as forças armadas de TRAIÇÃO À PÁTRIA.

Só existe a solução apresentada antes que o sangue seja derramado nas ruas pelas forças carentes da justiça e da equidade, só assim poderemos mobilizar e incentivar milhares de portugueses que ignoram a nossa produção em bens de consumo e os baixos preços que habilidosamente é arrancada aos agricultores. Quantas pessoas se não orgulham dos seus conhecimentos, sem que um orgulho igual as anime à sua utilização prática para a solução dos problemas postos continuamente na construção do destino do nosso País. Na actual situação cada homem, cada mulher, cada jovem e cada sénior devem tomar consciência da sua total mobilização a favor dos imperativos nacionais. Existe para uns e para outros, no espírito da readaptação, uma tarefa educativa permanente, uma preocupação duma melhor situação do conjunto que deve predominar sobre todas as pessoas, uma vontade constante de fazer com que Portugal saia da noite em que o sistema da representatividade pelos partidos políticos nos mergulhou.




Fernando Faria (membro da Coordenação Nacional do +D)
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domingo, 18 de agosto de 2013

[Opinião +D] Traças imprudentes e descuidadas

No rescaldo da última sondagem publicada sobre as intenções de voto dos escalabitanos nas próximas eleições autárquicas, de 29 de setembro, fiquei a saber que a larga maioria dos eleitores do Município de Santarém, alinha com os mesmos que ao longo de anos assumindo a gestão autárquica praticaram os desmandos conhecidos e outros ainda por conhecer que levaram à falência técnica a Câmara Municipal. O recente abandono do então Presidente da Câmara pouco beliscou a popularidade da força política que se mantém à frente da gestão da autarquia. Mesmo a tradicional oposição, utilizando propaganda «maciça» não conseguiu, até ver, modificar significativamente o sentido de voto agora avaliado.

Integro a Candidatura Independente Mais Santarém e não me surpreendo com a indiferença que sinto por parte de algumas pessoas. Não é fácil acreditar que o nosso pequeno esforço, pode contrariar, com muita eficácia, a onda avassaladora que se abate sobre pessoas e instituições, aniquilando-as, mas como é possível que quem vive paredes meias com o desnorte, não procure novo rumo e não seja o primeiro a inverter o caminho que o arrasta coletivamente para um beco ?

Aquilo que se passa é algo semelhante ao que acontece às traças que fascinadas por um ponto luminoso se vão aproximando descuidadamente. No limite ficarão torradas com tanta luz e tanta imprudência.




Carlos Seixas  (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

[Opinião +D] Quem és tu agora, Europa?

Chegou a Lisboa vindo de Praga, após escala de 1h em Zurique onde mudou de avião para aproveitar o low-cost. É daquelas criaturas que a natureza dotou com uma aura majestática, à primeira vista firmada na beleza mas depressa percebemos habitar naquele corpo mais qualquer coisa que transpira em forma dum magnético charme. Esse dote tem sido o seu passaporte para o melhor do mundo todo! A vida sonhada por uns e outros realizam com facilidade. A natureza sabe ironizar os propósitos da humanidade e ali está a prova: quem diria que da Ana cozinheira, pequena e da cor do tição, que não conheceu mais que a fazenda onde cresceu e morreu cedo, sairia criatura deste porte!

A conversa fluiu para a vida comum. Soube que a coroa checa faz com que nem se sinta crise naquele país que já é da EU e realiza Democracia. A felicidade e prosperidade, sentem-se. Herdaram da ditadura a capacidade de se organizarem, que é o grande dote do comunismo. Por cá, uns quantos encarregaram-se de fazer do regime soviético, perigo a rejeitar. Resultado: as melhores das vontades juntas, continuam a sonhar com realizações sem se saberem deter naquela etapa fundamental da organização do trabalho. A nossa Democracia cresceu deformada, passando da infância para a fase adulta em que não nos revemos porque nos falta, ainda, a adolescência e juventude onde se formam o carácter e a resiliência. E como acontece aos indivíduos que não vivem as fazes da vida no tempo certo, vivendo-as depois fora do crescimento com consequências trágicas, estamos agora a viver uma dessas fazes em que falta fazer a estrutura sem querermos voltar ao momento em que devíamos ter aprendido a construí-la em conjunto.

A Europa do euro é uma velha recalcada que não passou pelas experiências colectivas doutras liberdades e agora não sabe como usar o fruto que guardou verde sem deixar amadurecer e agora lhe amarga a existência.\\

 

Maria Leonor Vieira (Membro da Coordenação Nacional +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.