Consta que Luís XIV disse que ”L’état c’es
moi!” quando a ideia de “Estado moderno” se começava a desenvolver. Mesmo que
não o tenha dito, reza a história que motivos para se sentir o Estado, não lhe
faltaram. Por isso quando chegou a hora dos que precisavam do Estado o
reclamar, foi fácil encontrar onde estava o Estado e arrancá-lo: fosse como
fosse, mais valeu um Estado na rua! A partir daí sucederam-se tantas formas de
organizar o Estado que se atropelaram sem hipótese de cumprirem a experiência
idealizada em muitas delas. Mas a que tem perdurado mais, reparte os poderes do
Estado em legislativo, executivo e judicial, considerando-os independentes
embora fiscalizáveis e controláveis entre si - pelo menos em teoria! Esta
desconcentração do Estado repartiu-o por muitos que realmente se alimentam dele
mas apenas virtualmente cumprem os seus fins. Desta teórica simbiose resulta a
asfixia do Estado porque não se chegando ao resultado proposto, não há razão de
continuar, como que se entrasse em autofagia. No entanto, permanece
miraculosamente vivo! E o Estado são Eles,
os que (se) ocupam dos poderes. Não somos nós, mero povoléu que se esfalfa para
pagar contas! Para confundir, alguém se lembrou de juntar a esta conversa, a
“Democracia Moderna” como sendo um dos deveres do Estado, realizá-la. Mas como
fazer a democracia sem que o povo seja o Estado?
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
[Opinião +D] Sem falinhas mansas
Nas últimas eleições autárquicas os Portugueses decidiram
massivamente fazer uma de duas coisas: abstiveram-se ou votar no
tripartido PS-PSD-PP. São por isso censuráveis ao mais alto grau. Não
vou usar nem paninhos quentes nem falinhas mansas: se chegámos a esta
situação de efetiva ocupação imperial por parte da europa do norte
isso deve-se exclusivamente a esta passividade bovina que parece
caracterizar a nossa população (vista de um ponto de vista global). Os
lacaios da troika (PS-PSD-PP) são apenas isso: lacaios. Mas lacaios
sancionados pelos eleitores que recusam cumprir os seu dever cívico e
que se deixam condicionar por doses massivas de lixo televisivo (Bola,
novelas, concursos, etc), que recusam informarem-se sobre o mundo que
os rodeia e que não se preocupam sequer com a sua comunidade local e
votam "naquele partido" porque "sempre votaram" nele.
Este povo tem exatamente aquilo que merece: uma ocupação colonial sob
senhores arrogantes e convencidos da sua superioridade racial sobre
nós. E assim será enquanto o quiser.
Depois de ter reeleito o pior, mais ignorante, imbecil e desastrado
presidente da História nacional, este povo, torna a fazer das suas e a
reeleger em massa, um pouco por todo o país, executivos autárquicos do
Tripartido. Este povo não aprendeu ainda, nem quer aprender, que só
pelo Voto se pode mudar efetivamente alguma coisa. E enquanto não
recolher este ensinamento, não iremos a lado nenhum.
Rui Martins (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.
massivamente fazer uma de duas coisas: abstiveram-se ou votar no
tripartido PS-PSD-PP. São por isso censuráveis ao mais alto grau. Não
vou usar nem paninhos quentes nem falinhas mansas: se chegámos a esta
situação de efetiva ocupação imperial por parte da europa do norte
isso deve-se exclusivamente a esta passividade bovina que parece
caracterizar a nossa população (vista de um ponto de vista global). Os
lacaios da troika (PS-PSD-PP) são apenas isso: lacaios. Mas lacaios
sancionados pelos eleitores que recusam cumprir os seu dever cívico e
que se deixam condicionar por doses massivas de lixo televisivo (Bola,
novelas, concursos, etc), que recusam informarem-se sobre o mundo que
os rodeia e que não se preocupam sequer com a sua comunidade local e
votam "naquele partido" porque "sempre votaram" nele.
Este povo tem exatamente aquilo que merece: uma ocupação colonial sob
senhores arrogantes e convencidos da sua superioridade racial sobre
nós. E assim será enquanto o quiser.
Depois de ter reeleito o pior, mais ignorante, imbecil e desastrado
presidente da História nacional, este povo, torna a fazer das suas e a
reeleger em massa, um pouco por todo o país, executivos autárquicos do
Tripartido. Este povo não aprendeu ainda, nem quer aprender, que só
pelo Voto se pode mudar efetivamente alguma coisa. E enquanto não
recolher este ensinamento, não iremos a lado nenhum.
Rui Martins (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
[Opinião +D] A Partidocracia contra-ataca…
Mais um caso exemplar do comportamento “democrático” da nossa partidocracia: o recém-eleito Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, anunciou já que fará uma coligação pós-eleitoral com todos os partidos que elegeram vereadores (PSD, CDS-PP e PCP), excluindo os vereadores eleitos pelo candidato independente Marco Almeida.
Não me vou pronunciar aqui sobre a pessoa de Basílio Horta – apenas refiro que ainda me lembro bem da sua candidatura presidencial contra Mário Soares em 1991. Parafraseando uma conhecida canção: “o que ele [Basílio Horta] andou para aqui [ao PS] chegar…”.
O que quero aqui salientar é a sua atitude de expressa hostilidade face às candidaturas independentes. O que, de resto, não surpreende. Com a hipocrisia que lhe é característica, a partidocracia gosta muito, em período eleitoral, de enaltecer as candidaturas independentes. Desde que, obviamente, estas não ponham em causa a hegemonia partidocrática. Quando isso ameaça acontecer, a partidocracia une-se e contra-ataca. Com toda a artilharia.
Não me vou pronunciar aqui sobre a pessoa de Basílio Horta – apenas refiro que ainda me lembro bem da sua candidatura presidencial contra Mário Soares em 1991. Parafraseando uma conhecida canção: “o que ele [Basílio Horta] andou para aqui [ao PS] chegar…”.
O que quero aqui salientar é a sua atitude de expressa hostilidade face às candidaturas independentes. O que, de resto, não surpreende. Com a hipocrisia que lhe é característica, a partidocracia gosta muito, em período eleitoral, de enaltecer as candidaturas independentes. Desde que, obviamente, estas não ponham em causa a hegemonia partidocrática. Quando isso ameaça acontecer, a partidocracia une-se e contra-ataca. Com toda a artilharia.
Renato Epifânio (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os
textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos
órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.
domingo, 6 de outubro de 2013
[Opinião +D] Realidade ou ficção?
Fomos aprovados com distinção nos exames da troika! E logo em dois em simultâneo! Bom, não é?!... Estamos mesmo de parabéns. A crise está mesmo mesmo a chegar ao fim.
Ficou a “certeza” que para o ano que vem não vamos ter um défice superior a 4%. Nem em uma décima. E ficou também a “certeza” de que para isso não vão ser necessárias medidas mais austeritárias do que as que temos estado a viver.
Claro que todos sabemos que tudo isto não passa de bazófias. O que quer o Governo português, mas mais ainda a troika, é que até junho de 2014, quando deverá terminar a intervenção externa, tudo corra bem, que sejamos um exemplo para os demais, também para que se possa dizer que o programa funcionou em pleno.
Neste, como em muitos outros aspetos da nossa vida pública, continuamos a viver de falsidades e na falsidade. Será que vamos permanecer sempre assim?!
Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.
Ficou a “certeza” que para o ano que vem não vamos ter um défice superior a 4%. Nem em uma décima. E ficou também a “certeza” de que para isso não vão ser necessárias medidas mais austeritárias do que as que temos estado a viver.
Claro que todos sabemos que tudo isto não passa de bazófias. O que quer o Governo português, mas mais ainda a troika, é que até junho de 2014, quando deverá terminar a intervenção externa, tudo corra bem, que sejamos um exemplo para os demais, também para que se possa dizer que o programa funcionou em pleno.
Neste, como em muitos outros aspetos da nossa vida pública, continuamos a viver de falsidades e na falsidade. Será que vamos permanecer sempre assim?!
Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
[Opinião +D] Guerra II
Antes expus como o processo “democrático” em que vivemos com este sistema eleitoral, assenta no culto e fomento do oposto, do adverso, da contraparte, do excludente, da vitória/derrota, do uns contra os outros, onde se despendem preciosos recursos e os eleitores servem apenas para garantir a continuidade dessa guerra. Aqueles a quem ela aproveita, tudo fazem para que esta rotativa estéril em humanidade e deficitária em democracia, se mantenha e prolongue, tal como o predador vigia e cuida da cadeia alimentar do início ao fim para garantir o seu sustento. A manifestação da consciência de que esta forma de “democracia” é destrutiva, verifica-se nas eleições: a abstenção crescente há décadas, é há muito a grande vencedora! E assim é porque a maior parte dos eleitores não alinham nem querem fazer parte da cadeia alimentar onde não são predadores e o instinto de sobrevivência diz-lhe que ficam melhor se não tomarem partido! Alimento a ideia de que a humanidade já consegue viver sem extremar as relações nem ver nos outros a próxima refeição ou o lobo de que tem de fugir. Por isso, embora não deixe de votar já que não há outra forma de participar, não me animo para participar em mais nada que cumpra os desígnios directos deste sistema! E se numa próxima alteração da lei eleitoral abrirem a Assembleia da República a independentes, é a revelação de que um certo nível de abstenção é útil, mas tanta como há compromete o sustento dos que se acham no topo! «Algo deve mudar para que tudo continue como está.», notou Tomasi di Lampedusa e já lá vão séculos suficientes para aprendermos a distinguir as mudanças…
Maria Leonor Vieira (Membro da Coordenação Nacional +D) Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.
Maria Leonor Vieira (Membro da Coordenação Nacional +D) Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
[Opinião +D] Uma interpretação pessoal dos resultados eleitorais autárquicos em Lisboa
O www.MaisLisboa.org (núcleo local da associação nacional www.MaisDemocracia.org) concorreu em Lisboa em duas freguesias: Estrela (Santos-o-Velho, Lapa e Prazeres) e Penha de Franca (Penha de França e São João). Em ambas, apesar de conseguir melhores resultados que a coligação de três partidos Plataforma da Cidadania e que o Bloco de Esquerda, não ultrapassamos muito os cinco por cento dos sufrágios.
A Plataforma da Cidadania fez um grande esforço de propaganda, instalando muitos grandes cartazes por toda a cidade e nas freguesias onde concorria, o Bloco mereceu (como sempre) de um grande favor mediático, com notícias diárias. Por oposição, as listas MaisPenha e MaisEstrela estiveram quase totalmente fora da agenda mediática em Lisboa e não tiveram mais apoio de propaganda do que fotocopias e cartazes a4 "artesanais".
Se tivéssemos tido orçamentos de campanha de alguma escala teríamos um melhor resultado? Os resultados da Plataforma e do Bloco parecem indicar que não. O mesmo se pode dizer em relação à cobertura mediática... sobretudo, aqui, no caso do Bloco. Nestas eleições, como em todas as anteriores, os Portugueses demonstraram que preferem continuarem a votar no TriPartido ps-psd-pp que governa Portugal em nome da Alemanha e dos Especuladores internacionais a optaram por movimentos independentes e darem assim um sinal do seu descontentamento com a Situação. É certo que noutras autarquias do país (e até em Lisboa, no Parque das Nações) outros movimentos independentes conseguiram bons resultados. Mas esse não foi manifestamente o nosso caso.
Falo aqui apenas em meu nome próprio. Não falo em nome do coletivo MaisLisboa. E é nesse sentido que olhando para trás e vendo duas semanas de férias investidas nas recolhas de assinaturas na Estrela (sobretudo)o e na Penha de França e outras duas em campanha diária (sem nunca encontrar "voluntários" equivalentes dos partidos!) E se compara estes esforço (mais inúmeros fins de semana e noites) que os resultados obtidos sabem a pouco. Esperava mais, muito mais.
Algo falhou. Mais meios de propaganda talvez tivessem merecido mais alguns pontos. Mais divulgação mediática, mais uns quantos outros. Mais voluntários na rua, mais ainda (chegamos a ter equipas com dez pessoas, o que é notável). Com estes três fatores, talvez tivéssemos alcançado... dez por cento. Pouco. Ainda demasiado pouco. O grande fator diferenciador (Rui Moreira no Porto e o Parque das Nações) parece ter sido, nesta questão das votações nos independentes, o fator "pessoa": os eleitores não optaram por votar nos independentes para castigarem os partidos, não optaram por propostas de democracia direta e participativa em prol da estafada "democracia representativa" dos partidos. Os eleitores votaram independente quando este era uma figura de grande destaque local ou mediaticamente relevante. A "pessoa" valeu mais que tudo. Não devia ter sido assim, mas foi.
A reflexão que daqui advém é necessária: vale a pena realizar um esforço tão grande em troca de resultados tão magros? Obviamente, não. Não tornarei a cometer os mesmos erros: recolher assinaturas e a fazer campanha diária em movimentos independentes. Simplesmente, o hiato entre o esforço e o seu produto é demasiado grande. Não nestas nas mesmas condições, isso é certo. Noutras... é algo a avaliar.
E agora? O que fazer com a proposta de democracia direta e participativa que o MaisLisboa trazia para Lisboa?
Rui Martins (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.
A Plataforma da Cidadania fez um grande esforço de propaganda, instalando muitos grandes cartazes por toda a cidade e nas freguesias onde concorria, o Bloco mereceu (como sempre) de um grande favor mediático, com notícias diárias. Por oposição, as listas MaisPenha e MaisEstrela estiveram quase totalmente fora da agenda mediática em Lisboa e não tiveram mais apoio de propaganda do que fotocopias e cartazes a4 "artesanais".
Se tivéssemos tido orçamentos de campanha de alguma escala teríamos um melhor resultado? Os resultados da Plataforma e do Bloco parecem indicar que não. O mesmo se pode dizer em relação à cobertura mediática... sobretudo, aqui, no caso do Bloco. Nestas eleições, como em todas as anteriores, os Portugueses demonstraram que preferem continuarem a votar no TriPartido ps-psd-pp que governa Portugal em nome da Alemanha e dos Especuladores internacionais a optaram por movimentos independentes e darem assim um sinal do seu descontentamento com a Situação. É certo que noutras autarquias do país (e até em Lisboa, no Parque das Nações) outros movimentos independentes conseguiram bons resultados. Mas esse não foi manifestamente o nosso caso.
Falo aqui apenas em meu nome próprio. Não falo em nome do coletivo MaisLisboa. E é nesse sentido que olhando para trás e vendo duas semanas de férias investidas nas recolhas de assinaturas na Estrela (sobretudo)o e na Penha de França e outras duas em campanha diária (sem nunca encontrar "voluntários" equivalentes dos partidos!) E se compara estes esforço (mais inúmeros fins de semana e noites) que os resultados obtidos sabem a pouco. Esperava mais, muito mais.
Algo falhou. Mais meios de propaganda talvez tivessem merecido mais alguns pontos. Mais divulgação mediática, mais uns quantos outros. Mais voluntários na rua, mais ainda (chegamos a ter equipas com dez pessoas, o que é notável). Com estes três fatores, talvez tivéssemos alcançado... dez por cento. Pouco. Ainda demasiado pouco. O grande fator diferenciador (Rui Moreira no Porto e o Parque das Nações) parece ter sido, nesta questão das votações nos independentes, o fator "pessoa": os eleitores não optaram por votar nos independentes para castigarem os partidos, não optaram por propostas de democracia direta e participativa em prol da estafada "democracia representativa" dos partidos. Os eleitores votaram independente quando este era uma figura de grande destaque local ou mediaticamente relevante. A "pessoa" valeu mais que tudo. Não devia ter sido assim, mas foi.
A reflexão que daqui advém é necessária: vale a pena realizar um esforço tão grande em troca de resultados tão magros? Obviamente, não. Não tornarei a cometer os mesmos erros: recolher assinaturas e a fazer campanha diária em movimentos independentes. Simplesmente, o hiato entre o esforço e o seu produto é demasiado grande. Não nestas nas mesmas condições, isso é certo. Noutras... é algo a avaliar.
E agora? O que fazer com a proposta de democracia direta e participativa que o MaisLisboa trazia para Lisboa?
Rui Martins (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
[Opinião +D] Autárquicas 2013: Unir esforços!
Foi um resultado agridoce, para quem, como nós, tanto se tem batido contra a partidocracia, em prol da regeneração da nossa democracia.
É verdade que, nestas eleições autárquicas, houve treze candidatos independentes eleitos – mas, importa reconhecê-lo, parte desta equipa não nos deve orgulhar. A excepção mais evidente foi a vitória de Rui Moreira, no Porto – prova de que uma candidatura verdadeiramente independente pode ganhar numa grande cidade.
Quanto ao mais, ganhou a inércia da alternância partidocrática. Mesmo havendo candidatos do PS particularmente maus, muitos deles ganharam. O mesmo já havia acontecido quando o PS estava no Governo – então, foram beneficiados os actuais partidos governamentais.
À esquerda, o PCP esmagou o Bloco anti-piropos e, importa reconhecê-lo, de forma inteiramente justa: por vezes, o trabalho e a coerência são reconhecidos. No universo dos partidos extra-parlamentares, nada de novo: o arqueológico PCTP-MRPP reafirmou, à escala nacional, a sua posição de partido liderante, por mais de cinco mil votos. O que significa que, desse universo, nada há a esperar. O futuro não virá daí.
A regeneração da nossa democracia terá que passar por algo realmente diferente – pela convergência de muitos dos movimentos cívicos independentes numa mesma plataforma eleitoral. Que estas eleições autárquicas sirvam sobretudo para isso. Para iniciar esse caminho de convergência. Enquanto perdurar a “lógica da quintinha”, não iremos a lado algum. É necessário unir esforços!
Renato Epifânio (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os
textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos
órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

