terça-feira, 31 de dezembro de 2013

[Opinião +D] Algo a mudar em 2014

A consciência dos povos também se formata por agendas mediáticas e, não obstante a pulverização dos meios (sobretudo na “internet”), a televisão continua a ser o meio por excelência. Por isso, continuo a defender um Serviço Público de Televisão, que saiba difundir a visão que mais tenha a ver com os interesses estratégicos de Portugal.

Hoje, isso está ainda muito longe de acontecer. Apenas um exemplo: a atenção que a RTP (Rádio Televisão Portuguesa) dedica, em geral, ao espaço lusófono. Em comparação com o acompanhamento que dedica a outros espaços geopolíticos, a única conclusão possível é que para a RTP o espaço lusófono continua a ser algo de residual.

Dos outros canais nem vale a pena falar, pois ainda conseguem ser piores. Quando há alguma notícia é, em regra, pelas piores razões, como se tudo o que acontece no espaço lusófono fosse, por definição, mau. As boas notícias (quase) nunca aparecem nos grandes noticiários - antes são remetidas para guetos televisivos. Tudo o mais parece servir apenas para perpetuar os lugares-comuns de sempre: “o Brasil é o país do samba e do futebol”, a “África é um continente perdido”, etc.

É bem verdade que o mau exemplo vem de cima. Alguém me sabe explicar, por exemplo, porque todos os nossos líderes políticos aparecem sempre com as bandeiras de Portugal e da União Europeia (para além da bandeira partidária) e nunca também com a bandeira da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa? Bastaria esse pequeno gesto simbólico para que a Lusofonia tivesse um peso maior no nosso espaço mediático.


No muito a mudar em 2014, que algo mude nesta área. Um excelso Ano Novo!






Renato Epifânio (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

[Opinião +D] Irracionalidade ou intenção?!

Com a decisão do Tribunal Constitucional de declarar inconstitucional a convergência de pensões entre a Caixa Geral de Aposentações e o regime geral da Segurança Social, é cada vez mais certo que o IVA vai aumentar! O mais provável será que a taxa máxima passe de 23 para 24%. Talvez um dia chegue aos 100% para satisfação sádica dos nossos governantes e da troika a quem isso pessoalmente a uns pouco afeta e a outros nada mesmo.

Mas até onde pode ir a irracionalidade?! Ou será inconsciência?! Ou incompetência?! Ou falta de conhecimento da realidade?! Ou será muito pior?! Haverá alguma estratégia concertada para destruir o nosso como outros países, como alguns há muito dizem?!! Já não digo nada porque é tudo tão estranho…

Façam só uma conta trivial: se por o IVA aumentar 1% o consumo diminuir 5% (parece-lhes difícil? Eu acho que vai diminuir é mais…) a receita de IVA não aumenta! Diminui! Foi o que já aconteceu anteriormente com subidas de impostos semelhantes: aumentam-se taxas e, como resultado, temos a diminuição das receitas fiscais… Inteligência do macaco?!







Francisco Mendes (Membro da Coordenação Nacional +D)

Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

[Comunicado +D] Solidariedade com o Cidadão Ivo Margarido

O MaisDemocracia solidariza-se com Ivo Margarido, o cidadão que por ter "interrompido" o discurso do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho em dois debates quinzenais no Parlamento foi constituído arguido pelos crimes de coação contra órgãos constitucionais e perturbação do funcionamento de órgão constitucional.

Sendo certo que existe uma moldura penal que enquadra estes acontecimentos, esta deve ser - no mínimo revista - já que esta é manifestamente exagerada (prevendo penas de prisão de até 8 anos por "crime de coação contra órgãos constitucionais" e de 3 anos, "por perturbação do funcionamento de órgão constitucional". Um cidadão que exprima a sua indignação na "casa da cidadania" (palavras da própria Presidente da Assembleia da República) não o pode fazer estando sujeito a uma tão pesada moldura penal.

O MaisDemocracia exprime igualmente a sua consternação por de mais ninguém ter sido constituído arguido, além deste cidadão, e isto apesar destas manifestações (que não apoiamos) terem sido também abertamente patrocinadas e organizadas por conhecidas organizações e partidos políticos.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

[Opinião +D] Urge um novo partido…

Urge um novo partido que congregue o maior número possível de movimentos cívicos e políticos que, como é tipicamente português, em vez de trabalharem em rede e de forma concertada, insistem em remar cada um para seu lado, não percebendo que assim não chegarão a lugar algum. Unidos, não seremos apenas mais. Chegaremos bem mais longe.

Urge um novo partido que fure o bloqueio partidocrático que asfixia, cada vez mais, a nossa democracia, um novo partido que promova as candidaturas independentes à Assembleia da República, pois que só com esta concorrência os partidos existentes se irão regenerar e abrir-se realmente. E não apenas de forma retórica e inconsequente, como tem ocorrido.

Urge um novo partido que ponha a nu a falta de representatividade da nossa classe política, que insiste em defender causas sem o apoio do povo. Um exemplo paradigmático disso foi a causa da “regionalização”. Todos os partidos a defendiam, até que um referendo pôs a nu essa falta de apoio popular. Façamos, pois, mais referendos – a nível nacional e local. Há uma vasta série de “vacas sagradas”, há muitos falsos consensos à espera de serem desmentidos. Ou será que a nossa classe política, que se diz democrática, tem na verdade medo do povo?

Urge, sobretudo, um novo partido que estilhace de vez a “vaca sagrada” do sectarismo esquerda-direita, que tem viciado todo o nosso debate político, dentro e fora da Assembleia da República. Um novo partido que escandalize não a opinião pública mas a opinião publicada, votando a favor de propostas vindas da “esquerda” e da “direita” – não pela sua proveniência, apenas pelo seu mérito próprio. Isso já será, acreditem, uma grande Revolução.







Renato Epifânio (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

domingo, 22 de dezembro de 2013

[Opinião +D] Haja audácia

ortugal está à deriva. Não sabemos bem quem nos governa. O governo insiste em continuar a seguir políticas de austeridade que levam muitas famílias ao limite do desespero. O próprio Cavaco Silva apesar da sua, quase, imobilidade, vai duvidando de certas medidas. O Tribunal Constitucional diz que não pode ser e perante isto, o Primeiro Ministro afirma, num país estrangeiro que tem um plano B. E, afinal, há sempre uma plano B.
 Acho que já nenhum português tem paciência para ouvir políticos e muitos reclamam que isto não pode ser e que alguma coisa tem de mudar. No meio de tudo isto, os partidos da oposição parecem tudo menos preparados para reagir e as lutas internas são visíveis aos olhos de todos, por muito que as tentem esconder. Com o aproximar das eleições europeias surgem novos “movimentos” de apoio a figuras mais ou menos mediáticas. Projetos que eu duvido que perdurem para lá das europeias.
As máquinas partidárias não mudam. Não querem mudar. Só assim continuará a haver espaço para o carreirismo político. Todo o sistema está montado de forma a que o cidadão apenas tenha a ilusão de que participa na vida democrática deste pais. Farto dos sacrifícios a que é obrigado, o cidadão comum reage no facebook, em frente à televisão, na paragem do autocarro…
Quando será que acordam? Olhem para a Suiça. Aí sim,, há participação cidadã. Por cá não passa de ilusão. Os movimentos de independentes só podem candidatar-se às autárquicas e mesmo aí  tudo está montado para dificultar o sucesso dessas iniciativas. Mas isto não tem de ser assim. Temos de tomar o poder da mudança nas nossas mãos. Temos de ter coragem e ambição de perceber que tudo pode ser mudado basta que haja quem acredite e tenha a audácia de querer fazer.

A história está cheia de exemplos de homens e mulheres corajosos que mudaram a vida dos seus países. Uns mais conhecidos que outros. Uns mais envoltos em lendas que outros mas o facto é que tem sempre de surgir alguém com a coragem de avançar. Alguém que tenha um sonho que possa por outros ser seguido. Tenhamos a coragem de fazer alguma coisa!!!


Margarida Ladeira (Membro da Coordenação Nacional +D)
Este comentário é da exclusiva responsabilidade da sua autora

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

[Opinião +D] O que é preciso mais ?

É falta de imaginação minha mas o assunto que hoje me faz escrever uma linhas é recorrente, funesto e evitável. Se eu pudesse entrar no cérebro de quem nos governa e pudesse espiolhar as sinapses da luminária que pela enésima vez quis ver ratificado, um diploma que conseguiu o veto unânime dos juízes do Tribunal Constitucional,  poderia decerto entrar num mundo cor de rosa, cheio de produtos de marca e preços a condizer, passear todos os dias à beira-mar e beber um cocktail ao pôr do sol, ou ficar espantado com a escuridão, o gelo e as esquinas agrestes próprias de um ambiente frio e calculista. Os executores e os mentores da estratégia de austeridade que salva os todo poderosos interesses financeiros, estão à espera da gorda migalha que os premeie e que os tire das esquinas frias e sombrias para as solarengas e hospitaleiras praias do Sul. Já os outros passivamente aguardam que o Natal lhes ponha na mesa uma refeição quente e composta porque esta estação vai ser particularmente dura. No sapatinho, o iva, espera engordar na passagem do ano e a nossa vontade enregelada nem se mexe para aquecer. A unanimidade da resolução do Tribunal Constitucional estilhaça qualquer réstia de tolerância que possamos ter para com estes desmandos, aguardo, por isso, que o Inverno nos enrije o discernimento e a ação.




Carlos Seixas  (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

[Opinião +D] Até porque é Natal

Estamos a dias de nos voltarmos a encontrar. Muitas coisas se passaram, depois do nosso último encontro, tanto nossa vida pessoal como na do Movimento. Amámos, sofremos, chorámos, rimos, sei lá eu (?)...Vivemos! Exultámos, na interioridade da paz, mas também nos rebelamos contra aquilo que considerámos mau e injusto. Fizemo-lo ante o que nos foi dado viver e, questionamo-nos sobre isso. Sobre a responsabilidade que a cada um cabe, enquanto ator deste processo vida. Caminhamos, às vezes, ante céus enevoados sem sabermos bem como prosseguir. Mas, vamos deixando sempre, no terreno, a nossa pegada. Por isso e porque além demais, somos amigos, iremos partilhar preocupações, catalisar sonhos, caminhos feitos e por fazer. Mãos dadas, rumo a uma nova manhã, faremos do encontro a festa, até porque é Natal. Partilharemos esta inquietação de sermos construtores de um novo tempo em tempo conturbado e turbulento, desejando colocar no zénite, uma pequena estrela a brilhar. Sabemos que, cada um de nós tem nas mãos o facho do futuro, que conduzimos juntos. Um magma de esperança fará o caudal de um tempo novo se soubermos e quisermos. Lamentar apenas, não serve para nada. Revigorados com este espírito de Natalício vamos dialogar, por em comum, assumir dinâmicas, solidarizarmo-nos, comprometermo-nos! Estaremos aí. Até lá.


Conceição Couvaneiro (Conselho Geral do +D)

Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.