quinta-feira, 31 de outubro de 2013

[Opinião +D] Hora de ponta em Bangladesh

A humanidade quando aceita as regras e sem as questionar as segue, conquista feitos notáveis: índices de natalidade recordes, felicidade, produtividade a baixo custo, crescimento, fé, convivência pacífica e outros que marcaram os últimos séculos.

As regras são claras e acessíveis a todos os que queiram conhecer o Grande Livro.

Aceitar que se é, apenas, parte de um todo, peça do grande engenho, grão de areia do deserto que é a humanidade. Praticar rituais eternizados de forma mimética que garantem a realização de determinados fins. Nunca, mas nunca deixar a dúvida entrar nas suas vidas pois estas não são de cada um, mas da tal entidade maior. Da tal entidade donde emanam as regras. Essas regras que atravessaram gerações e séculos, sempre garantindo a felicidade à humanidade que as aceita. Sempre garantindo que ninguém olha para si mesmo como o centro do mundo.

Estes são alguns dos pressupostos da maior parte da humanidade.

(A pessoas que desafiam constantemente as regras e apostam na realização individual como desígnio da humanidade, está reservada a dúvida e o tormento da existência.) É o que me ocorre quando vejo o filme que se segue.

Hora de ponta em Bangladesh: http://safeshare.tv/w/vwncRciSFb

 
Maria Leonor Vieira (Membro da Coordenação Nacional +D) Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

[Opinião +D] As revoluções não se fazem com idosos, pensionistas-APRE ou grisalhos quarentões

As revoluções não se fazem com idosos, pensionistas-APRE ou grisalhos quarentões. Fazem-se com Jovens.

Jovens, com pouco a perder, sangue nas guelras e força física e mental. Jovens desses dez mil que emigram aos dez mil por mês.

Dos que restam, muitos têm a mente entorpecida por décadas de intensa bovinização mediática e cibernética compartimentando a sua "rebeldia" a actos estéreis ou descontextualizados (como, p.ex. a piela regular ao fim-de-semana ou a colocação sacramental dos sapatos sobre bancos de transportes públicos).

A renovação do Sistema terá assim que se fazer por dentro, já que os militares não estão disponíveis, os jovens ou estão (maioritariamente) emigrados ou desinteressados e os grisalhos e pensionistas fisicamente indisponíveis ou condicionados pelo Medo.




Rui Martins (membro da Coordenação Nacional do +D)

Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

[Opinião +D] A propósito do dia Internacional do idoso, 1 de Outubro de 2013

Vive-se um tempo de viragem civilizacional. Um período de mudança em que a mais visível é alteração da cartografia social. A inversão da pirâmide demográfica é marcada, hoje, pela chamada “geração grisalha”. Dados da Pordata apontam um envelhecimento da população Portuguesa, da ordem dos 129,6% por cento. Significa isto quase 130 pessoas com mais de 65 anos para 100 até aos 14 anos. Nesta estatística sobre envelhecimento, apenas se encontram num escalão mais elevado a Alemanha, a Itália, a Bulgária e, a par de Portugal, a Letónia. A existência de um cada vez maior número de pessoas idosas, traz novos cenários à organização social e comunitária A população acima dos 65 anos atinge 27% da população. Nos últimos dez anos verificou-se um aumento das pessoas entre os 75/84 anos de 28% para 38%. O impacto fundamental da situação ocorre, basicamente, no trabalho e na família. As questões que se agudizam, de forma estrutural, no mundo do trabalho afetam, particularmente, as populações mais vulneráveis, - os idosos -. Nas famílias as dificuldades sentem-se pois não só esta sofreu profundas alterações como, devido à longevidade dos seus membros, se lhes coloca a necessidade de lhes prestar cuidados. Os políticos tomam consciência da situação. Propõe medidas para minimizar os seus efeitos globais. Em Dublin, nos dias 13 e 14 de Junho de 2013 realizou-se a “Cimeira Europeia Sobre o Envelhecimento Ativo”, com vista a diminuir as pressões sobre os sistemas de saúde e o prosseguimento de medidas tendentes ao envelhecimento ativo e saudável. Para aliviar os sistemas de segurança social decidem prolongar o tempo de trabalho. Poderia compreender-se mas, paradoxo. Quem procura trabalho com 40 e tais anos ouve, com frequência “ hum.... já e velho para trabalhar”. E, ainda, “tem um grande currículo...”. Que se dirá então aos de mais de 65 anos? Como refere Peixoto (2007) a representação social na velhice está bastante marcada, pela revolução industrial e inserção do idoso, no processo de produção”. Após diminuírem as forças, o que vai ocorrendo em diferentes momentos, é-lhe conferido o estatuto de inutilidade. O mesmo se passa com os avanços das tecnologias não acessíveis a muitos. Sustentar os mais velhos no mercado de trabalho não compensava o salário pago. Restava, então, passá-los à aposentadoria. Diminuiriam os custos e proceder-se-ia, deste modo, à renovação ou refrescamento dos quadros. Mais que assistencial a perspetiva foi e é economicista. Eis, senão quando, o contrato estabelecido foi lançado por terra. Inclementemente anunciam cortes brutais nas reformas no mais vil desrespeito pelos compromissos assumidos. O que pode considerar-se um enorme ganho da humanidade parece tornar-se, agora, uma ameaça – para o próprio e para a sociedade. Importa viver mais mas, sobretudo, viver melhor. Que se pense nisto e se atue contra porque, quanto mais não seja, todos serão idosos.





Conceição Couvaneiro (Conselho Geral do +D)

Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

[Opinião +D] A culpa é sempre dos outros

Pela enésima vez, “Sócrates voltou” e, como sempre, os seus viúvos e viúvas não disfarçaram a excitação. O que até se compreende: face ao “mar morto” chamado António José Seguro, até um fantasma consegue causar um tsunami, mesmo que este seja apenas uma ilusão de óptica.

Pela enésima vez, voltou igualmente a “narrativa socrática” sobre a crise que nos assola e o seu falacioso dilema: responsabilidade nacional ou internacional. Como se a crise não tivesse essa dupla raiz: decerto internacional, mas também nacional (como aconteceu na Grécia, que teve Governos ainda piores do que os nossos). E dessa quota-parte Sócrates não se livra, mesmo que, em jeito de penitência, leia mais 10 vezes a “Crítica da Razão Prática”.


Mas pode ser que resulte. Como se costuma dizer, “o povo tem memória curta” e se até na Islândia os partidos que mais directamente envolvidos na bancarrota já regressaram, através de eleições, ao poder, não é inimaginável que o mesmo aconteça em Portugal. Afinal, Sócrates, como nunca se cansa de repetir, limitou-se a “seguir as ordens de Bruxelas”. Quando este Governo estiver enfim morto e enterrado, dirá, de resto, o mesmo: “a culpa foi da Troika”.






Renato Epifânio (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

[Opinião +D] Do meu olhar pelas cidades resulta que há muitas estruturas condutoras de sinal obsoletas

Do meu olhar pelas cidades resulta que há muitas estruturas condutoras de sinal obsoletas e as que não estão enterradas, usam abusivamente a propriedade privada para se pendurarem literalmente...

Se o município obriga as campanhas autarquicas a retirarem a sua publicidade, porque é que não obriga os utentes das cablagens e outras estruturas a retirarem o seu lixo? Há, pois, porque não querem meter-se com os grandes da economia.... pobre da câmara, que precisa de lamber o e*****o à PT, para que esta se cale enquanto continuar a dever-lhe balúrdios!


O ciclo vicioso e viciado! Não me chateies que eu não te chateio! quando contribuem para este tipo de cadeias alimentares fechadas, esquecem-se que só sobrevivem com a contribuição dos que não estão incluídos no ciclo. Estes "tu e eu" de tão sugados, chegarão ao dia em que já não têm mais para lhes dar e ainda os terão de aturar a berrarem que nem desmamados porque não lhes chega para continuarem à sombra do porvendos.... quem escreve assim, não é Sócrates!

 
Maria Leonor Vieira (Membro da Coordenação Nacional +D) Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

[Opinião +D] Miguéis de Vasconcelos

Os Portugueses parecem não se terem ainda apercebido que perderam a Independência Nacional: as principais decisões do Governo não são já decididas localmente e de forma a respeitar os desejos e aspirações dos cidadãos-eleitores, mas por forma a honrarem os compromissos com os credores (antes especuladores e banqueiros, hoje, FMI, BCE e CE, que recompraram praticamente toda a nossa dívida).

A Europa manda em nós. Os nossos desejos (democraticamente expressos em sufrágio) são irrelevantes e a vontade das chancelarias do norte da europa, imperialmente soberana. Cavaco, Passos e Portas não são mais que novos Migueis de Vasconcelos, sabujos e fiéis salivadores em prol desse "governo europeu" que hoje, efetivamente, nos comanda e - implicitamente - derrama sobre nós doses massivas de desprezo racista.

Estamos sob Ocupação. Mas o Povo - bovinizado por doses massivas de Novela, Reallity Shows e, claro, de Futebol, parece sempre impávido e sereno. Os Migueis de Vasconcelos do atual regime imperial europeu descansam e seguem as suas ordens na plena e firma convicção de que "
povo aguenta" e a crua realidade dos factos parece dar-lhes razão, como demonstra a esmagadora abstenção registada nas últimas eleições.

Temos o que merecemos: o Governo que merecemos (ou que não fizemos o suficiente para expulsar), o Povo que merecemos (ou que não fizemos o suficiente para despertar) e a Democracia Aparente (que deixamos instalar). De facto, até temos os Migueis Vasconcelos que merecemos. Exatamente e na medida certa. Nem mais, nem menos.




Rui Martins (membro da Coordenação Nacional do +D)

Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

[Opinião +D] Para acabar de vez com o estado de negação

Talvez a realidade seja demasiado cruel para a encararmos de frente. Mas escamoteá-la de nada de nos vale. Por isso, perdoem-me a impertinência…

Na passada semana, meio mundo ficou indignado com um documento da União Europeia onde se faziam reparos à actuação do nosso Tribunal Constitucional. Grande parte desse meio mundo continua a afirmar-se como federalista. Supõe-se pois que nessa quimérica Europa federal os nossos "órgãos de soberania" seriam realmente soberanos. Se agora já não são…

Semana após semana, o mesmo meio mundo continua a querer fazer-nos crer que é possível uma real renegociação da nossa dívida. O outro meio mundo finge acreditar (apesar de nem meio por cento do défice se ter conseguido baixar). E, semana após semana, a farsa aumenta. Até ao dia em que percebamos que a única real renegociação possível é a nossa saída do euro.







Renato Epifânio (membro da Coordenação Nacional do +D)
Os textos de opinião aqui publicados, se bem que da autoria de membros dos órgãos do +D, traduzem somente as posições pessoais de quem os assina.